Efeitos sociais da verticalização no subúrbio guarapariense: um curta experimental cult pseudo-intelectual



é assim que termina uma manhã chata e chuvosa de domingo...


PS: não levem o título a sério!


por Tadeu.

Ela vira nele

sobre o que acontece quando eu tento ser subjetivo.

Não sei quantas vezes apaguei a introdução desse post... O fato é que não faço idéia do que escrever. Minha vida meio que perdeu o sentido esse ano. Não faço mais nada de interessante. O dia passa rápido e devagar ao mesmo tempo, e no final, percebo que não fiz nada, só procrastinei... Perco minutos dedilhando o violão, mais alguns tirando fotos aleatórias e editando vídeos, que no final acabo apagando; pego um livro, folheio, folheio, mas não tenho coragem de começar a ler, porque não vou terminar nem um capítulo; entro no computador na esperança de conseguir espremer do meu cérebro algum texto, outra tentativa frustrada. E nisso vai outro dia sem sentido.

Nevermind the Typos – Sondre Lerche

por Tadeu.

From here to eternity

1.
Passei uns dias pensando em que tipo de homenagem eu prestaria a esse dia, e pensei em video ou algo do gênero. Mas acho que o bom e velho texto seria mais a cara dele. Mas primeiro, eu precisava acreditar. Acreditar que já se passou um ano. Mesmo que alguns dias parecessem a eternidade, no mundo real, passou um ano inteiro. Isso só me lembra do fato que não sou boa o suficiente para homenagear, demonstrar a falta que faz. Agora que eu preciso daquela força, um ano tão importante. Mas no fim não pode ser tudo sobre essa necessidade egoísta. Nunca tive honra maior que ser amiga de gente tão nobre, inteligente, sábia e compreensiva. Me faz odiar o mundo, odiar que as doenças existam, que a morte exista. É ultrajante pensar que fiz nesse ano coisas tão importantes...com 17 anos, idade em que esse tão querido conselheiro se foi. Conhecer pessoas de todo país, assistir de perto sua banda favorita...não é nada, nadinha, perto do que o mestre teria feito. Se tivesse tido tempo. Harry Potter acabou, e como lembrei dele...Essa doce historinha de crianças sonhadoras, que me fez conhecer alguns dos meus melhores amigos, incluindo, é claro, este de quem sinto falta. Jamais esquecerei do quanto me fez aprender, do quanto me fez rir, do quanto me apoiou. Ninguém que o conheceu poderia esquecê-lo de maneira alguma. Posso afirmar que lembrarei e mencionarei pros meus filhos de quem me ajudou na minha formação, no meu crescimento. Depois de um ano, reafirmo: o vazio não se preenche. Gostaria de poder viver por ele tudo o que ele não pôde. Mas uma fração dele ainda vive nos fiéis amigos. Obrigada por cada segundo, Diego Bersot.


♫ Blood Talkin' - Vanguart


by Amanda Lane
2.
Bersot foi uma grande pessoa. Essa é a verdade. Inteligente, culto, criativo, cômico, sagaz. É impossível repor esse tipo de pessoa. Sabemos que ninguém mais faria o que ele fez e o que ainda estaria por fazer, porque era único e insubstituível. Ele era um mestre, com sua forma perfeita de explicar e descrever, e sua habilidade com as palavras. Sem falar de sua amizade, indicações e conselhos. Bersot, foi uma honra ter te conhecido. 


Por João Pedro.